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27 de agosto de 2011

Google a granel - parte 1

Se a Google Corp sempre foi agressiva, (no bom sentido) empreendendo pesquisas para o desenvolvimentos de novos e melhores dispositivos tecnológicos - sejam hardware ou software, on-line ou off-line, em 2011 a empresa resolveu mostrar que fôlego não lhe falta. De fato, nos últimos dois meses, seria possível manter um blog somente sobre a empresa - com várias postagens diárias. 
Como escrevi no artigo "Guerra das Estrelas", publicado na e-Magazine Nomadismo Celular, em 18 de maio passado, a Google Corp não parece se deixar afetar pela "guerra" que vem travando em duas frentes. No mercado de celulares, smartphones e tablets, ataca a Apple e seu iPhone, usando como arma seu SO Android e como estratégia boas parcerias. Em outro front, o das redes/mídias sociais,  sobre o que escrevi na Nomadismo em 12 de julho, no texto "E a Google Não Pára", contra Facebook, Twitter e outras social networks, com seu Google+ Project.
Apesar desse "todos contra um", a Google não se abalou. Vem lançando novidades ou aprimoramentos diariamente. Nesta "Parte 1", vou falar de 3 novidades recentes. E convidá-los a, ao final, visitar o site da Nomadismo Celular para ler a "Parte 2". Vai valer a pena.

Sem qualquer alarde, começou a funcionar no Brasil o Google Voice. Feito especificamente para realização de chamadas telefônicas, o produto chega poucos dias depois da Microsoft ter comprado o Skype, software que "domina" o mercado de ligações telefônicas através do sistema chamado VoIP - Voice Over IP, que usa a mesma estrutura física que usamos para navegar a Internet. Os custos das chamadas Skype, nacionais ou internacionais, são baixíssimos. Os do Google Voice são menores. E muito. Ligações para telefones fixos de qualquer país custam em média 2 centavos de dólar por minuto, via Google Voice.
O Skype existe há uma década, é um sistema, não só um programa, maduro. Mas quanto tempo será que a Google Corp levará para superá-lo?

No mesmo dia, o Android Market, em sua app oficial, sofreu uma atualização "na calada da noite". A interface, que já tinha mudado - e melhorado, sofreu pequenos ajustes. Mas a segurança das operações de compra foi reforçada, agora há a necessidade de se criar um PIN para ser usado em futuras compras. Também foi incluído o "botão +1" (equivalente vitaminado do Curtir do Facebook) agora faz parte da interface, permitindo ao usuário do Android Market "votar" nas apps. Você ainda não deve ter recebido a atualização, que está sendo feita em etapas. Mas conseguimos testá-la, e as mudanças valeram. Especialmente a segurança extra nas compras.

Note o já onipresente "+1"
O código PIN dá mais tranquilidade


Se você pensa que a Google Corp só fez isso nos últimos dias, me acompanhe, vamos ler "Google a granel - Parte 2". Clique aqui e me acompanhe...







Google WEB Drive ou GMail Drive?

Desde 2006 se fala que a Google poderia criar um serviço de Disco Virtual, para armazenamento de arquivos. Tinha até nome, Google WEB Drive. Chegou a virar piada de 1o. de abril., e nunca "vingou".  O Google Docs acaba sendo uma alternativa pobre. Oferecendo de graça 1 Gigabyte, vende espaço extra a baixíssimo custo. Mas não é um drive virtual de verdade. Você pode ler sobre as opções de hospedagem e espaço do Google Docs nesta análise sobre computação em nuvem que postei na Nomadismo Celular.
Mas existe uma opção, não-oficial, que a Google parece tolerar: o GMail Drive shell extension. Como o nome diz, o programa é uma file extension, integrando-se ao shell (Explorer) e aparecendo como se fosse um disco do Sistema.
Conheço e uso o programa desde 2006, mas o desenvolvedor alerta que não dá suporte de qualquer espécie, se a Google bloquear o serviço. Nestes anos todos houve momentos em que a empresa poderia tê-lo feito - na implantação do GMail 2.0, por exemplo, mas não o fez. Teho, atualmente, 700 Mb de arquivos "guardados" no GMail Drive, que está em sua versão 1.0.17.
Por se integrar ao shell, o GMail Drive permite criação de pastas, renomear pastas e arquivos, drag&drop de arquivos, entre outras facilidades.
Uma limitação meio chata do disco é aceitar arquivos de no máximo 25 Megabytes. Mas com o Winzip ou Winrar é possível dividir arquivos maiores em "blocos" de 25 Mb, enviá-los e remontá-los quando necessário.
Assim como o desenvolvedor, não posso dar qualquer garantia de que o GMail Drive deixe de funcionar por alguma decisão da Google. Mas recomendo a experiência. E é uma opção interessante para manter me backup de arquivos, programas freeware e drivers de dispositivo, além de fotos ou qualquer arquivo que você possa precisar quando estiver "na estrada".
O site oficial do GMail Drive é o viksoe.dk.Lá você tem (em inglês) informações extras sobre este e outros programas criados pelo desenvolvedor.
Se você procura postagens, artigos, tutoriais sobre smartphones, tablets, apps para celular, não deixe de nos visitar na Nomadismo Celular, especializada em mobilidade. E volte sempre ao nosso Mundo Digital.
PauloNaderCunha's Your Story News

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